Feliz, feliz

8 maio

Ola!

Esse é provavelmente o pior titulo que eu ja criei pra esse blog. Como eu tenho certeza que quase ninguém o lê mais, vou deixar isso ai mesmo. Nao riam. Muita coisa aconteceu e eu nao tive paciência tempo de escrever tudo o que eu queria escrever. Agora nesse ultimo mês entao estou tentando abstrair o fato de que eu to indo embora dessa terra chuvosa bebada fria  linda, entao provavelmente ainda escreverei uma ultima vez aqui.

Uma das coisas mais lindas que aconteceu nesse últimos dias foi a visita dos melhores pais do mundo. Certeza que teria sido ainda melhor se meus dois pirralhos favoritos tivessem vindo, mas né, alguns de nós têm que estudar. Bom, eu e meus pais fizemos programas simpáticos por Dublin como levar Mamis numa ex-igreja atual pub, almoçar ao ar livre enquanto chovia e fazia frio, fazer compras como quem preferia estar dormindo, passar horas comendo como se nao houvesse amanha… Tadinha 😦 A verdade é que eu tenho sorte de os ter recebido aqui, porque saí da rotina e me diverti bastante. 

Pouco tempo depois que eles foram embora, resolvi ir pro interior da Holanda assistir um show de metal (Epica <3). Sozinha. Quem nunca viajou sozinho, faça-o! A gente passa aperto, mas se diverte. Conheci pessoas simpáticas e solicitas nos piores e melhores momentos possíveis: tive a habilidade de marcar todos os vôos pra horários muito próximos, o que me fez correr como Bolt doida em todos os aeroportos possíveis; também fui muito sortuda e quase perdi os vôos porque os trens de Tilburg (a cidade do show) para Eindhoven (aeroporto) foram TODOS cancelados; e, por fim, quase matei um segurança no aeroporto quando ele me pediu pra tirar todas as minhas mil pulseiras do braço antes do raio-x. O mais importante de tudo isso é que estou viva e o show foi inesquecível. Ah, e a Holanda é linda!

Estou na pior fase desse curso. Odeio ser pressionada pra escrever mil essays, mas é o que ta tendo de melhorzin né. Nao vou reclamar porque eu poderia estar a toa, desempregada… nao, pera… 😦

Beijos de quem ta quase voltando. 

 

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Barcelona, St. Paddy’s e mais…

31 mar

Ola!

Nao ando (nunca fui…) muito criativa com títulos pra posts ou textos. Lembro de uma vez ter que fazer um poema pra escola e o titulo mais apropriado que eu escolhi foi… “poema”. Mentira, nunca fiz isso, mas eu teria feito. Hoje senti uma vontade de postar aqui porque muita coisa tem acontecido.  Viajei pra Barcelona, voltei pro St. Paddy’s Day, tive visita de gente linda, tive uma semana mega pesada de estudos e, pra completar, tive a carteira roubada. Contarei tudo agora, porque sempre tem alguém que se interessa. Ou nao. Mas vamos la…

Fui visitar Beloca em Barcelona no meio de uma semana corrida de trabalhos pra entregar. Aproveitei bem a cidade – a noite, porque de dia estavamos sempre mortas. Eu, acordando “cedo” pra fazer meus trabalhos e Bela, acordando “cedo” pra… sei la porque. A verdade é que nao acordamos cedo nenhum dia e por isso o dia acabava muito rapido. Sorte eu ja ter ido a Barcelona antes, porque senao teria sido uma viagem desperdiçada. Mas no geral foi bem bacana porque pude dar um rosto aos nomes daqueles que Bela sempre me falava.

Voltamos pra Dublin pro St. Patrick’s, que foi uma loucura a parte. Começamos cedo em casa, fomos pra rua já a noite (tao percebendo que nao uso crase? Nao tem nesse teclado… tristeza), fomos num pub, depois outro pub e voltamos bem tarde pra casa. Um dia qualquer, exceto que estávamos de verde. As ruas estavam todas verdes cheias de gente, muita bagunça, bebida, gente louca. Um dia qualquer em Dublin também, exceto o fato da quantidade de turistas ter dobrado. Festa, festa, festa pra caramba, é isso que dubliners gostam. 

Durante a semana, recebi a visita de uma amiga querida da Hungria, outra Alemã e um Finlandês. Eram todos meus amigos na época de intercâmbio na França e reve-los fez dos meus dias mais feliz. Saudade de um intercâmbio “leve”! Quando eles foram embora, fui deixada sozinha… com mil trabalhos a serem terminados. Prova. Tristeza. Esse assunto nao merece ser prolongado.

Porque tudo isso terminou quando, num fim-de-semana de comemoração (“a parte ruim acabou!”), minha carteira foi roubada, com documentos, cartões, minha dignidade. Passei um belo fds tendo que resolver essas coisas, me sentindo uma inútil, porem feliz com o atendimento irlandês pra situações assim. Fui super bem tratada na delegacia (um beijo policial simpático!) e no telefone ao pedir cancelamento do meu cartão irlandês. Roubo aqui é considerado um problema social: a culpa nao foi minha e eles sabem disso. Infelizmente, no Brasil parece que a culpa é de quem foi roubado porque “nao tomou cuidado”. Nao vou nem começar a falar sobre assedio e violencia, porque ja deu pra entender aonde quero chegar com esse ponto. A questao é: posso nunca mais ver minha carteira, mas pelo menos tenho a certeza de que alguma coisa a policia irlandesa fez pra ajudar. Merece meu respeito. 

Esse post ja esta ficando muito longo, estou vou parar por aqui. Ate eu to com preguiça de reler o que eu escrevi. Desconsiderem os erros por ai… 

Beijos de saudade!

ps.: 2 meses and counting… Brasil, te vejo logo mais!

Shukran, Marrocos!

2 mar

Ola!

Tenho tido bastante preguiça de escrever sobre meu dia-a-dia no blog. Minha rotina ta basicamente igual a que era antes: aula, muita leitura, biblioteca, house parties, etc. Semana passa, porém, realizei um sonho de infância (obrigada, O Clone) e fui pra Marrocos!

Viajei com alguns brasileiros e minha roommate canadense. Ficamos num hostel muito, muito simpático no centro da cidade de Marrakesh, na medina. A cidade “velha” é rodeada por muros, enquanto que a cidade nova fica fora de tais muros. É como se fosse a “Avenida Contorno” de BH. O primeiro susto ao chegar na cidade foi o clima: sol, céu azul, temperatura amena (20 graus! chorei!). Logo no caminho do hostel, percebi como o transito era maluco – sem calçada, sem sinalização, muita moto e bicicleta. Uma loucura. Decidi logo naquele primeiro momento que essa viagem seria inesquecível… e foi!

Fomos recebidos com cha, biscoitinhos e chicha (narguilé) de graça no hostel. Foi lindo, minha gente! Que delicia ser bem tratada num lugar tao diferente quanto Marrocos. As pessoas sao todas muito hospitaleiras, sempre oferecendo cha. Arrastamos muito nosso sari pela medina pra ver o comércio, que  é simplesmente MALUCO: muitas lojinhas que vendem basicamente as mesmas coisas, muito vendedor chato que te puxa pra dentro das lojas e grita “BRASIL”  e “GALO” o tempo todo (verdade seja dita: quando gritavam Galo, eu gritava de volta e ficava muito feliz! haha), muita mulher coberta dos pés a cabeça querendo fazer henna ou ler a sua mao, e muito, muito suco de laranja por menos de 50¢ (felicidade define!).

A cultura local é muito forte. Vi poucos lugares na medina que eram ocidentalizados. A religião dominante é o Islamismo, representado pelas mesquitas, véus, longas barbas, roupas típicas e comidas halal (comida “permitida”). Ouviamos 5x por dia a voz do Muezim (ou Almuadem) que convida os fiéis a orar. É um chamado bem alto que pode ser ouvido de qualquer ponto da medina.

O ponto alto da viagem foi com certeza a viagem ao deserto do Saara. Fizemos um tour de 3 dias pro sul do Marrocos, passando por varias vilas e montanhas. Fui a intérprete oficial do grupo, porque eu era a única que falava francês (uma das línguas oficiais do Marrocos). Nosso motorista nao falava ingles, entao ele me gritava a cada minuto (ou segundo…) pra me contar algo e traduzir pra galera. Fui gentilmente apelidada de Fatima por ele. Sinceramente, achei simpatico nos primeiros minutos. Depois de 3 dias ouvindo-o me gritar “Fatimaaaaaaaa”, eu tava desejando ser esquecida no meio do deserto tamanho era o desespero que me dava em nao poder fechar os olhos na van. Todo mundo cansado e o doido do motorista nao deixava ninguém dormir. Tudo foi amenizado, porém, quando fomos nos aventurar no Saara. Fomos de camelo (dromedário, na verdade) no por-do-sol até os resquícios de civilização desaparecerem e so restar areia. E mais areia. E um pouco mais de areia pra completar a paisagem. A noite, o céu era tao lindo e estrelado que nos reunimos em volta de uma fogueira, ao som de música local, pra observar as estrelas. Dormimos em tendas e acordamos ao som de um “bérbere” (povo local que habita o norte da Africa) nos chamando pra retornar pra cidade. Vimos o nascer do sol no silencio do deserto, sendo conduzidos por camelos que parecem bem acostumados a essa rotina. Sensacional. Voltamos entao pra nossa nova rotina de cha, chicha e sol.

Pra quem acompanha minha saga “De que país eu venho?”, achei que eu tivesse descoberto nessa viagem. Me perguntaram varias vezes se eu era marroquina e se eu falava arabe. Me disseram que meus olhos enormes sao marroquinos e que existem muitas pessoas de feições semelhantes em Marrocos. Eu ja estava convencida e preparando um discurso pros meus pais (“vcs me compraram por quantos camelos?”), quando um local disse que na verdade eu tenho feições romenas. Pessoas da Romênia parecem comigo (ou vice-versa, mas gosto de pensar assim mesmo…). Ou seja, parece que essa questão ainda nao foi solucionada. Aguardem as cenas dos próximos capítulos pra resolver esse mistério.

Tenho certeza que a viagem nao teria sido metade do que foi se os companheiros de viagem nao fossem tao legais. Todos muitos simpáticos e divertidos. Sentirei saudades quando eu voltar ao Brasil, mas guardarei no coração a certeza de que essa foi uma das melhores viagens da minha vida.

Beijinhos de saudade 🙂

Ma che!

4 fev

Ciao! 

Quem me acompanha no facebook viu que eu estava passeando na linda Italia. Nao queria mais voltar, mas a chuvosa Dublin me esperava. Passei 10 dias viajando com Isabela: fomos a Roma, Siena e Florença. Me apaixonei por Roma, quis morar em Siena e me perdi em Florença. Foram dias sensacionais que eu nao queria mais que terminassem. Obrigada, Zabele, por essa viagem tao nossa cara! 😉

Obvio que muita confusão aconteceu nessa viagem. Nos perdíamos a cada esquina, comemos mais do que devíamos (a ponto de, quando a noite chegava, nenhuma das duas conseguia pensar em sair do hotel…), fizemos amigos malucos, brigamos, fizemos as pazes, rimos e rimos o dia inteiro (dos outros, de nós mesmas). Nao vou conseguir lembrar de todas as historias porque minha memória é maravilhosa e linda como eu horrível, mas tentarei lembrar algumas. 

Em Roma, nos espantamos com a grandiosidade dos monumentos. Ninguém pensou em fazer coisas pequenas naquela cidade – é tudo gigantesco, maravilhoso, esplendido (palavras grandes pra vcs entenderem do que eu to falando). Fomos no Vaticano e ficamos impressionadas com tudo. Roma Antiga é, entao, sensacional! Saímos de la e demos de cara com um monumento muito desprezado por guias turísticos mas que nos deixou de queixo caído: Altare della Patria, um monumento dedicado a Vittorio Emanuelle II (um beijo Vittorio, por onde anda Vittorio Emanuelle II?). Enorme e cheio de detalhes interessantes. Saímos da cidade #panicats de tanto caminhar. 

Siena foi pura emoção. Nao vou nem começar a contar. Florença foi interessante. Choveu o tempo todo, o que desanimou um pouco porque a beleza do lugar esta no “sol da Toscana”, mas ainda assim conhecemos muita coisa. Fomos certa noite num restaurante, conhecemos um italiano muito gato muito gente fina que nos convidou pro seu aniversario. No mesmo dia. Pessoas normais talvez nao tivessem aceitado, mas né… aceitamos, fomos pra um bar com ele e seus amigos e nos divertimos bastante. Ninguém falava inglês no grupo, entao pudemos praticar italiano (??????), português, espanhol, francês, alemão, russo, e toda e qualquer língua que fosse mais fácil de entender. Rimos a noite inteira, ensinamos italianos a dançar funk, arrocha, Ivete. Ivete Sangalo. Deixa pra la…

Fomos numa boate em Florença e eu e Bela passamos a noite rindo da promiscuidade italiana. Depois brasileira que leva a fama, né? Quando fomos voltar pra casa, ficamos em duvida sobre qual caminho era melhor… como ambas tinham opiniões diferentes, resolvemos nos separar e ver quem chegava primeiro no hotel. Duas cabeças-duras, teimosas e chatinhas. Resultado? Nos encontramos no meio do trajeto, porque afinal de contas nenhum das duas tinha escolhido o melhor caminho… 

Bom, semana que vem as aulas recomeçam. Desejo um bom semestre pra todo mundo 🙂

Beijos de muita saudade ❤ 

Uma sobrevivente.

18 jan

Hi everyone 🙂

Nao demorei tanto quanto achei que demorar pra escrever um novo post. Tenho noticias excelentes (pra mim mesma, ninguém se importa hahaha): terminei meus trabalhinhos e estou livre pra: dormir, comer, tomar banho (sem comentários…), festejar e dormir de novo. Foram ao todo 3 trabalhos valendo mais de 50% da nota total de cada matéria, cada trabalho com pelo menos 2.000 palavras (ou 5.000 no caso de um dos trabalhos) e assuntos muito, muito complicados (ajuda externa é benéfica? ajuda árabe funciona como? como surgiu o planeta terra?). 

O mais importante de tudo isso é que eu sobrevivi. E também estou sobrevivendo às saudades. Mas resolvi que esse nao vai ser um post triste, portanto, resolvi falar de viagem 🙂 Tem assunto melhor?! SIIIIIM, pizza. Mas pizza nao rende post, entao vamos voltar pra viagem. 

Ja tenho algumas viagens programadas e visitas próximas: Italia essa semana, Inglaterra no próximo mês, Espanha em março, Polônia em abril. Uma amiga querida (beijos Beloca) vem me visitar, bem como possivelmente meus pais. Hoje tambem recebi a noticia que duas amigas queridas da Hungria e Alemanha veem me fazer uma visitinha, o que me deixou MUITO feliz (tipo, MUITO!). 

Ainda tenho espaço pra outras viagens e visitas. Quem vem me ver agora?! 🙂

Um beijo!

Depois de tanto tempo…

10 jan

Oi pessoas!

Achei que esse blog tava merecendo atualização. Quase 2 meses sem escrever nada, muita coisa aconteceu. Dessa vez nao vou enumerar, principalmente pq estou com preguiça, mas também pq esse é um post mais reflexivo.

Em 2 meses enfrentei os primeiros trabalhos de universidade – que quase me mataram!, viajei pra Irlanda do Norte, fui passar as férias no Brasil e voltei pra Dublin com saudade de casa, mas otimista. Esse semestre promete tanta coisa! Promete ser MAIS difícil que semestre passado, promete ser MAIS auto-centrado (ta na hora de pensar na minha saúde aqui…), promete ser MAIS focado em amizades duradouras do que amizades de balada, promete ser semestre de SAUDADE… 

Voltei pro Brasil pra ter a certeza que la é onde eu pertenço, mas ainda nao perdi o amor pelas viagens e descobertas. A solidão bate muito forte quando eu me encontro sozinha aqui, mas to firme e forte nessa decisão 🙂 Obrigada a quem esteve comigo durante esses dias no Brasil: família e amigos, vcs fizeram dos meus dias mais especiais e colocaram no meu coração a vontade de retornar pra casa mais forte e cheia de novidades. 

Um excelente semestre pra todo mundo 😉

 

Opa!

17 nov

Alouuuuuu! Tem alguém me ouvindo? he-he

Troquei de computador, tive uma mega dificuldade de passar tudo do antigo pro novo porque o antigo tava ó, uma bosta. Mas agora estou de volta e com coisas ~ lindas ~ a dizer. Nao tenho todos os acentos nesse teclado, entao ces vao fingir que to escrevendo super bem e que acento é frescura. Aqui eu escrevo pra cabra machos (e adivinhas).

Estou simplesmente encantada com a educação, simplicidade e simpatia dos irlandeses. Nao tem coisa melhor do que andar por essas ruas frias (e molhadas!) e receber um sorriso de graça, sem compromisso. Irlandeses sorriem, cumprimentam, contam piada, perguntam da sua vida e te ajudam sem pedir nada em troca. Brasileiro é um povo carinhoso e hospitaleiro, mas nem sempre somos gentis so porque devemos ser – essa qualidade de carater nao esta nao inserida no nosso cotidiano, na minha humilde opinião, o que é uma pena (e também uma lembrança: gentileza gera gentileza). Vou parar por aqui as analises e implicações sociológicas pra nao apanhar.

Essa semana tive minha primeira apresentação em grupo com um colega de classe que, olha, fala uma lingua muito estranha. Parece ingles, mas certeza que na verdade é um dialeto obscuro que so com muita pratica, paciência e ouvido novo é possível entender. Apresentamos o trabalho e durante 7 minutos – a interminavel parte dele – nao consegui entender nada do que tava se passando. Mantive a pose e a cabeça “concordante” em todos os momentos. aline para o Oscar já 

Tive, também, meu primeiro Essay (redação, numa tradução fuleira by Aline) que me custou noites sem dormir, 2.500 palavras e uma eterna gratidão às aulas de Desenvolvimento da PUC. Um beijo pra quem ensinou essa matéria, salvou minha vida essa semana! Primeiro desafio de muitos que virão essa semana e na próxima. Quero minha mae  Estou animada!

Fui pra Galway na semana passada, uma cidadezinha na costa oeste da Irlanda. Lugar fofo, uma pena eu nao ter conseguido planejar passeios pela região. Fica a lição. As fotos eu posto em outro post (tem tudo no facebook, gente! Mais fácil…).

Deixo aqui uma musiquinha irlandesa que é simplesmente a cara dos pubs regionais que existem aqui. Meu daddy ia amar. Meu irmão também. Os músicos geralmente nao precisam de palco pra se apresentarem – eles sentam em torno de uma mesinha num lugar central dentro dos pubs e tocam sem compromisso. Muito, muito legal!

https://www.youtube.com/watch?v=e8MeLDdQxGA